Mobilidade em áreas classificadas: quais são as soluções existentes?

As empresas devem sempre manter o máximo de atenção em relação à segurança de seus colaboradores. Há normas e procedimentos que devem ser seguidos para que seja possível garantir a integridade das pessoas no ambiente industrial. Nesse sentido, observar a questão da mobilidade em áreas classificadas é algo fundamental, mas diversos gestores ainda não estão totalmente por dentro do assunto.

Pensando nisso, entrevistamos o Peterson Nascimento, supervisor regional de vendas da área de automação de processos da Pepperl+Fuchs, e preparamos este artigo para que você possa ter maiores informações sobre o assunto!

A definição de áreas classificadas (EX)

Atualmente, existem critérios e diretrizes que estabelecem quais são os produtos e aplicações necessárias para trabalhar em determinados setores específicos nas indústrias, de maneira a evitar qualquer ato falho. O estabelecimento de áreas classificadas é uma atividade pertinente aos processos industriais em que há a presença de gases explosivos, poeira ou, ainda, a presença de alguma fonte de ignição.

Pensando em zonas que apresentam situações perigosas, do ponto de vista da segurança para a operação da planta, a área classificada é justamente o que irá orientar quais são os procedimentos e critérios técnicos que devem ser adotados para a avaliação do trabalho ali realizado.

Peterson Nascimento destaca que, a partir desses conceitos, é possível mapear quais são os métodos de proteção necessários para o exercício das rotinas, bem como as características dos insumos que podem ser manuseados e aplicados na região, sem que isso configure riscos aos operadores.

profissionais capacitados para fazer essa avaliação preliminarmente e assim definir os níveis de criticidade envolvidos na área classificada. Muito embora as indústrias devam ter engenheiros de segurança capazes de lidar com essa gestão internamente, o trabalho de classificação deve ser realizado por um órgão externo. É ele que deve criar as delimitações para que sejam identificados os tipos de periculosidade e riscos envolvidos.

As questões relativas às medidas preventivas que devem ser adotadas nas áreas classificadas estão dispostas na NR-10. Essa norma é bastante extensa e versa sobre o que deve ser feito para se evitar acidentes em situações de trabalho em altura, confinamento, sujeitos a interferências de campos elétricos e magnéticos, dentre outros componentes que acarretam em riscos de explosão e demais possíveis problemas.

Falando especificamente ao que cabe às áreas classificadas, elas devem cobrir todo o espaço em que gases inflamáveis podem estar presentes, apresentando chances de explosão ou combustão. Essas áreas são divididas da seguinte maneira:

  • zona 0: área em que uma mistura de gases com potencial de explosão está presente de maneira continua ou por períodos extensos;
  • zona 1: área em que uma mistura de gases com potencial de explosão está presente sempre que o processo está ativo, em seu funcionamento normal;
  • zona 2: área que pode ser eventualmente afetada por gases com potencial de explosão, em uma situação anormal e por curtos períodos.

Os principais métodos de proteção

Há diversas formas para buscar a mitigação dos problemas, no que diz respeito ao estabelecimento das áreas classificadas. Existem procedimentos para que os equipamentos com potencial de geração de risco sejam instalados de maneira segura.

O confinamento da explosão é um método que evita que haja a detonação da atmosfera com potencial explosivo, fazendo com que essa seja confinada a um compartimento resistente à pressão. A segregação de faísca é uma técnica utilizada para separar fisicamente a atmosfera com potencial explosivo da área classificada que contém a fonte de ignição. A prevenção é uma forma de controlar a fonte de ignição, fazendo com que ela não tenha energia térmica e/ou elétrica suficiente para acionar a atmosfera com potencial explosivo.

Há também o estabelecimento dos tipos de proteção de equipamentos que devem ser adotados para uso em áreas classificadas. Cada tipo de proteção e sua definição é determinado por um código de radical “EX”, segundo as normas da IEC (Comissão Eletrônica Internacional) e da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Por exemplo, equipamentos identificados como Ex-d, devem ser à prova de explosão, sendo capazes de suportar uma explosão internamente, sem que essa traga prejuízos ao exterior. Ou os de código Ex-o, que definem a necessidade de imersão do equipamento em óleo, para isolar possíveis centelhas do contato com a atmosfera explosiva.

É muito importante seguir essas determinações de maneira precisa para garantir que tudo aconteça em conformidade.

O papel da indústria e as soluções para mobilidade em áreas classificadas

Segundo Peterson Nascimento, as indústrias precisam contar com serviços de mobilidade dentro das áreas classificadas. A Pepperl+Fuchs, empresa que ele representa e que é parceira do Grupo EDGE, tem uma divisão chamada Ecom, que desenvolve uma linha de celulares e smartphones para uso interno.

Esses dispositivos permitem trocar as antigas pranchetas por tablets, por exemplo. Com isso, o operador consegue ter todas as informações que teria em seu escritório dentro de uma área perigosa.

Os aparelhos são utilizados para garantir a eficiência da área que já está classificada, tornando os processos otimizados e mais produtivos. A mobilidade no chão de fábrica é o pontapé inicial para que isso seja possível. Há diversas aplicações para o seu uso, como melhorias na comunicação, que passa a acontecer online, em tempo real e de modo mais seguro.

Por exemplo, uma indústria química que precisa fazer rastreabilidade de calibração na planta. Esse tipo de organização normalmente não permite a circulação de pessoas com smartphones e tablet convencionais, mas ainda assim é preciso ir até o campo fazer algumas medições.

Se essa empresa está alinhada com iniciativas paperless, a melhor opção é contar com o auxílio de um sistema wireless próprio para ambientes explosivos e tablets com as mesmas características, viabilizando aos colaboradores fazer a conferência dos instrumentos, integrando os dados diretamente ao ERP. Dessa forma, não será necessário utilizar planilhas ou anotações manuais. Esse conceito aplicado de mobilidade e acesso em tempo real permite que a apuração dos indicadores não seja burlada, e evita que informações sejam perdidas.

A indústria de processos tem um papel muito importante na transformação digital. Os profissionais envolvidos precisam encontrar meios para que essa transformação aconteça e determinarem quais são os parceiros necessários para ajudar e dar segurança em sua implementação. Esse fator é primordial para criar toda a estratégia digital da corporação.

A mobilidade em áreas classificadas é, portanto, algo que deve ser tratado com o máximo de atenção. Além das questões relativas à segurança daqueles que trabalham na indústria, ela pode contribuir decisivamente para a competitividade do negócio.

O Grupo EDGE atua com diversas soluções para automação, conectividade e produtividade que podem ajudar sua empresa a melhorar a mobilidade em áreas classificadas. Nossos diferenciais incluem o know-how de uma equipe técnica altamente qualificada, diversas certificações internacionais, o uso de tecnologia de ponta e a possibilidade da criação de soluções customizadas.

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