Guia prático de como implementar a robótica colaborativa em sua linha de produção

A estratégia de implementar a robótica colaborativa preenche a lacuna entre processos totalmente manuais e completa automação nas linhas de produção. Os robôs colaborativos oferecem uma solução escalonável e versátil para uma ampla gama de tarefas, na fase de montagem até a pintura, como do aperto de parafusos ao processo de rotulagem, do empacotamento ao polimento, na desmoldagem por injeção à soldagem, e qualquer outra tarefa de processo.

A colaboração homem-robô continua a ser uma tendência importante na robótica. Os rápidos avanços em sensores, tecnologias de visão e garras inteligentes permitem que os robôs respondam em tempo real às mudanças no seu ambiente e, assim, trabalhem com segurança ao lado de seres Humanos.

As aplicações colaborativas de robôs oferecem uma nova ferramenta para os trabalhadores humanos, aliviando-os e apoiando-os. Eles podem ajudar em tarefas que exigem trabalho pesado, movimentos repetitivos ou trabalho em ambientes perigosos.

Mas realizar um estudo de viabilidade para implementar a robótica colaborativa nas fábricas, segundo os especialistas do nosso parceiro Universal Robots, depende de algumas análises importantes, como os impactos causados pela tecnologia, as aplicações mais comuns, os elementos técnicos de capacidade de carga, alcance e precisão, além de outros fatores.

Estudo de viabilidade para implementar a robótica colaborativa

Após entender qual tarefa será o foco do início da estratégia para implementar a robótica colaborativa, é importante saber qual será o equipamento utilizado na operação, já que cada modelo trabalha com uma faixa de carga e um alcance máximo. Mas outros aspectos também devem ser considerados na hora de selecionar o modelo para sua linha.

Capacidade de carga

O primeiro requisito é a capacidade de carga. Para operações mais delicadas, como manuseio de peças eletrônicas, parafusamento de partes pequenas, entre outras, um robô colaborativo que ocupe menos espaço no chão de fábrica pode ser a melhor opção. Agora, para as operações em que força bruta é necessária, como paletização, empacotamento, manuseio de ferramentas pesadas como tochas de solda, são necessários modelos maiores.

É importante que o seu robô esteja configurado para lidar com os tipos certos de carga útil. Se isso não for feito corretamente, você corre o risco de movimentos imprecisos ou instáveis do robô, paradas frequentes devido a movimentos inseguros e muitas interrupções. Em última análise, também poderá encurtar a vida útil e minimizar o valor do seu investimento. Você também precisa ter certeza de que possui os efetores finais e as garras corretas para os trabalhos que deseja que seu robô execute.

Alcance

Quanto maior a capacidade de carga de um robô colaborativo, maior também será o seu alcance. Isso, claro, também significa que a base de apoio será maior para aguentar o peso do robô e o peso do material movimentado. Por isso, deve-se calcular bem a área de operação da máquina dentro da sua linha, para evitar mudanças drásticas no desenho da manufatura.

Integração com sensores e ferramentas

Robôs colaborativos podem trabalhar com sensores força/torque, sensores ópticos, sensores luminosos, lasers, ferramentas de solda, ferramentas de parafusamento, garras robóticas e muitas outras tecnologias, tanto hardware quanto software.

Treinamento e capacitação de colaboradores

O processo de seleção e capacitação da força de trabalho precisa de um acompanhamento da gestão para ser realmente eficiente. Selecionar o colaborador, garantir que ele possa se dedicar integralmente ao aprendizado e depois validar os conhecimentos é fundamental.

Escolhendo o robô adequado para implementar a robótica colaborativa

A melhor resposta para essas duas perguntas é examinar o processo ou aplicação que você deseja automatizar. Quanto peso o robô terá que carregar ou mover durante a aplicação? Isto inclui as ferramentas ou mecanismos de preensão, além de qualquer peça ou mercadoria sendo movimentada.

Para a área de trabalho, qual é o tamanho da área em que o robô colaborativo trabalhará? A que distância estão as estações que o robô precisa atender? Qual o tamanho da peça que o robô precisa contornar? Esta seleção pode ser um pouco mais difícil de determinar, portanto, a assistência de ferramentas de layout CAD pode ajudar a facilitar o processo.

Esses dois fatores determinantes também não devem ser pensados de forma independente. Eles influenciam-se diretamente. Quanto mais pesada for a carga que precisa ser movida, maior será o robô colaborativo necessário para a tarefa. A maior faixa de trabalho geralmente significa que é necessário um robô com maior capacidade de carga útil.

Preparando seu espaço de trabalho para implementar a robótica colaborativa

Embora a adoção dos robôs colaborativos nas operações atualmente seja um processo de fácil implementação, eles não podem simplesmente ser colocados em qualquer ambiente. Você precisará ter certeza de que sua área de trabalho está pronta.

Ao contrário dos robôs industriais, os colaborativos oferecem um processo de instalação mais fácil devido ao seu design e funções intrinsecamente seguros. Os recursos colaborativos, fornecidos pelo design conjunto limitado de potência e força, permitem que seus colegas de trabalho humanos interajam diretamente com os robôs.

A última coisa que você deseja na sua estratégia de implementar a robótica colaborativa é que seu robô sofra danos desnecessários em seu ambiente de trabalho, portanto, certifique-se de colocar as proteções corretas. Se o seu robô colaborativo for trabalhar com materiais corrosivos, como fluidos de corte que transportam pedaços de material atomizado ou refrigerantes corrosivos que podem degradar rapidamente as vedações de borracha, deve cobri-lo com um fato de proteção.

Mas você ainda precisará realizar uma avaliação de risco completa. É preciso ter certeza de que as medidas adequadas para permitir que humanos e robôs colaborem de forma segura e eficaz estejam de acordo com as normas. Isto pode significar o emprego de proteções de segurança, sensores de segurança, posições de montagem alternativas ou operação em velocidades reduzidas.

Os robôs vêm com um recurso que os desativam automaticamente caso entrem acidentalmente em contato com um ser humano, mas ainda é uma prática recomendada garantir que o braço não se mova muito rápido, conforme determinado pela sua avaliação de risco.

Mesmo com essas dicas, com certeza você ainda tem dúvidas sobre a melhor maneira de implementar a robótica colaborativa em sua linha de produção. Entre em contato com a EDGE Brasil e um de nossos consultores de tecnologia e software irá traçar a estratégia mais eficiente para sua empresa revolucionar seus processos produtivos.

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