Cibersegurança nas indústrias: os 3 maiores desafios enfrentados

Os processos produtivos se tornaram muito mais conectados e eficazes graças à transformação digital pela qual o setor industrial têm passado. O grande volume de dados coletados, distribuídos e analisados diariamente se tornou um dos bens mais valiosos de uma companhia e, consequentemente, viraram alvo de ataques. Por esse motivo, o investimento em cibersegurança é fundamental.

Trata-se da prática de proteger redes, dados, dispositivos móveis, sistemas eletrônicos e servidores contra danos, roubos, interrupção ou desorientação do serviço que fornecem. Ginni Rometty, presidente e CEO da IBM, afirma que o crime cibernético é a maior ameaça para todas as empresas do mundo. O prejuízo decorrido desses ataques gira em torno de US$ 500 bilhões e tende a crescer.

Isso ocorre porque muitas companhias ainda enfrentam desafios quando o assunto é cibersegurança. Quer saber quais são eles e por onde começar a investir em segurança de dados? Então, acompanhe o artigo!

Entenda a importância da cibersegurança na indústria

O crescimento do uso das inovações tecnológicas nos sistemas industriais, principalmente as que envolvem a combinação de IIoT — Internet Industrial das Coisas — e Inteligência Artificial tem otimizado os processos fabris, pois aumenta a produtividade e qualidade e reduz as falhas de fabricação.

Contudo, o avanço da conectividade não trouxe apenas benefícios. Também trouxe preocupações com relação ao sigilo dos dados compartilhados na rede. Como mencionamos no início do artigo, atualmente, as informações são um bem extremamente precioso para as empresas. Sem a devida proteção, a organização fica vulnerável a ciberataques que trazem grandes problemas.

Há quem pense que esses ataques não são comuns. Porém, somente em 2017 a empresa de segurança Kaspersky detectou 18 mil amostras de malware em sistemas industriais, o que é um dado alarmante.

Ainda, vale lembrar que mesmo as organizações que investem em cibersegurança podem ser alvo de ataques virtuais, como ocorreu em 2018 com várias empresas de gasodutos dos EUA. Evidentemente, nesses casos o risco é bem menor e, quando ocorre, os prejuízos nem se comparam ao dano que poderiam ter sofrido.

Então, os principais riscos de não investir em cibersegurança são:

  • perda de informações sigilosas;
  • interrupção de serviços regulares;
  • danos para a reputação da empresa;
  • sequestro de dados;
  • perdas financeiras.

Descubra quais são os principais desafios das fábricas em relação a cibersegurança

Segundo Felipe Sabino Costa, responsável nacional de cibersegurança industrial da Moxa, parceira do Grupo EDGE, há três grandes problemas enfrentados pelas fábricas quando o assunto é cibersegurança. A seguir, conheça melhor cada um deles.

1. Sistemas antigos

A maioria das tecnologias que atualmente estão em operação no setor industrial são muito antigas. Isso porque há fábricas que existem há muitos anos cujo maquinário não foi atualizado. Isso dificulta — por vezes até impossibilita — a implantação de sistemas de segurança, visto que são soluções mais novas. A solução para esse problema, segundo Felipe, é o uso de contra-medidas ou Retrofit.

Ou seja, Retrofit seria a substituição dessas plantas mais antigas por novas, e contra-medidas, seria aplicar ao redor desses processos mais antigos uma proteção mais moderna, contudo, sem mexer nos sistemas, ou mesmo, uma mudança de processos internos.

A constante atualização do parque fabril deve estar no planejamento de todas as organizações. A tecnologia evolui a cada dia, bem como as técnicas de ciberataques. Então, uma empresa adepta das inovações usufrui de todos os benefícios que a tecnologia oferece, como aumento da produtividade, qualidade e competitividade, como também está mais bem protegida.

2. Falta de investimento

Ainda há uma falta de investimentos na indústria de uma forma geral. Apesar de os gestores entenderem que disponibilizar recursos para a cibersegurança é uma necessidade, isso ainda não se tornou uma realidade nas empresas, em especial na grande massa de aplicações de automação em geral de médio e pequeno porte.

Isso ocorre principalmente porque os empreendedores não sabem por onde começar a implementar a cibersegurança na indústria. Neste caso, o ideal é procurar uma empresa especializada para auxiliar e mapear as prioridades de investimento, além de para integrar ferramentas e preparar soluções específicas para o cliente.

Afinal, cada organização tem suas necessidades particulares. Desse modo, é preciso identificar as falhas e o potencial do empreendimento para propor a atualização do parque fabril para adequá-lo ao conceito de indústria 4.0 com segurança.

3. Escassez de mão de obra especializada

O terceiro ponto apontado por Felipe é o fato de a mão de obra especializada ainda estar em desenvolvimento. Ele afirma que “esse profissional que trabalha na cibersegurança industrial está sendo formado recentemente e a falta dessa especialização é um desafio, pois há uma necessidade urgente e os profissionais ainda estão sendo desenvolvidos”.

Então, umas das alternativas para solucionar esta defasagem, é contar com uma empresa integradora de sistemas com esta capacitação para analisar a situação do empreendimento e, assim, definir e selecionar as melhores soluções para questões como eficiência na produção e aumento da segurança cibernética.

Saiba por onde começar o investimento em cibersegurança

Dificilmente uma empresa tem um corpo técnico com conhecimento em segurança cibernética alinhada as necessidades específicas da indústria, principalmente devido à escassez de mão de obra especializada, e também em decorrência do alto custo que isso teria. Então, o primeiro passo mais factível, seria a contratação de uma empresa provedora de tecnologia industrial para realizar uma análise de risco.

Isto é, os profissionais analisarão como é feita a coleta, arquivamento, transmissão e acesso aos dados. É preciso analisar a situação de cada empreendimento e elaborar um planejamento tecnológico personalizado que incluirá a análise de pontos como:

  • política de segurança interna;
  • mapeamento das tecnologias utilizadas;
  • controle de acesso;
  • autenticação de usuários e equipamentos;
  • detecção de intrusão;
  • criptografia de dados;
  • varredura de vírus;
  • isolamento e segregação de ativos;
  • assinatura digital;
  • monitoramento de sistemas e de rede.

Ou seja, não há um roteiro único de investimento em cibersegurança a ser seguido por todas as fábricas. Entretanto, o primeiro passo é igual para todos os casos: entender a necessidade de segurança de cada empreendimento para se criar um plano de segurança cibernética adequado a cada realidade, e se for necessário neste processo, procurar um provedor de tecnologia industrial para auxiliá-lo.

Portanto, ciberataques são um grande risco para as empresas e podem gerar prejuízos gravíssimos para o negócio. Desse modo, é fundamental investir em cibersegurança para evitar que a organização fique vulnerável. A melhor maneira de fazer isso é contar com uma empresa especializada em soluções tecnológicas voltadas à indústria, visto que ela oferecerá o que há de mais moderno e eficaz para garantir a proteção dos dados, e mais importante, com tecnologias adequadas para o ambiente e necessidade dos protocolos industriais.

Gostou de saber mais sobre a importância da cibersegurança e dos desafios enfrentados pela indústria? Que tal compartilhar este post em suas redes sociais? Assim, seus amigos também conhecerão mais sobre o tema!

Compartilhar

BLOG

Conheça mais posts do nosso blog

A indústria é responsável por 37% de todo consumo elétrico do Brasil, arcando com uma das...
Quando pensamos nas práticas de segurança do parque fabril, o principal foco está no chão de...
Globalmente, empresas do setor industrial estão apostando na automação robótica para obterem maior ganho de produtividade,...
Ver todos os posts